Pastilha vitrificada no sistema de freio: como identificar o problema, por que acontece e como corrigir
- Marketing SYL
- 10 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
A pastilha vitrificada é um dos problemas mais comuns, e menos compreendidos no sistema de freio.
Ela reduz a eficiência das frenagens, gera ruídos e pode comprometer a segurança do veículo. Entender o que causa esse fenômeno e como preveni-lo é essencial para motoristas, mecânicos e donos de oficina.
Neste artigo, você vai aprender de forma simples e técnica como identificar o problema, por que ele ocorre e quais são as melhores soluções.

O que é pastilha vitrificada no sistema de freio?
A pastilha vitrificada é uma pastilha de freio que sofreu um superaquecimento intenso e teve sua superfície “queimada”, formando uma camada dura, brilhante e escorregadia, semelhante a um vidro.
Essa camada reduz drasticamente o atrito com o disco, prejudicando o desempenho do sistema e aumentando a distância de frenagem.
Em outras palavras: a pastilha está ali, mas não está freando como deveria.
Como identificar uma pastilha vitrificada?
Quem está acostumado com manutenção sabe que a pastilha evidencia o problema visual e mecanicamente.
Os principais sintomas são:
Ruído agudo ou chiado constante
O atrito irregular entre a superfície vitrificada e o disco gera um som metálico característico.
Pedal de freio mais duro
A vitrificação cria dificuldade para a pastilha aderir ao disco, exigindo mais força do pedal.
Vibração no volante ou no pedal
O contato desigual da pastilha vitrificada produz pequenas trepidações perceptíveis durante a frenagem
Superfície espelhada, brilhante ou azulada
Esse é o sinal visual mais claro: a pastilha assume aspecto polido e, às vezes, até mudanças de cor pelo calor.
Perda de eficiência de frenagem
O motorista percebe que o carro demora mais para parar, mesmo com força maior no pedal.
Por que a pastilha fica vitrificada?
A vitrificação é consequência direta do excesso de temperatura no sistema de freio. Entre as causas mais comuns estão:
Aquecimento excessivo
Descidas longas, tráfego intenso ou uso contínuo do freio aumentam a temperatura além do limite do material.
Frenagens bruscas e repetitivas
Condução agressiva acelera o desgaste e favorece o superaquecimento.
Assentamento incorreto da pastilha nova
Se o período de “bredding-in” não for respeitado, o material não se ajusta ao disco e esquenta mais rapidamente.
Discos de freio desgastados, riscados ou fora de medida
Esses discos exigem mais esforço da pastilha, aumentando a temperatura.
Material de baixa qualidade
Pastilhas que são inadequadas ao tipo de uso tendem a vitrificar com mais facilidade
Você sabe como corrigir uma pastilha vitrificada? vamos falar mais disso então.
Nem sempre a pastilha vitrificada está totalmente perdida. A solução varia de acordo com o nível de desgaste da peça
Lixamento superficial (quando possível)
Uma leve abrasão com lixa apropriada pode remover a camada vitrificada e devolver o atrito, mas só funciona em casos leves.
Substituição da pastilha
A alternativa mais segura quando o desgaste é amplo ou quando há comprometimento do material.
Revisão completa da pinça
Guia travado, deslizantes secos ou pistão irregular podem gerar aquecimento excessivo e acelerar a vitrificação.
Avaliação do disco de freio
Discos empenados, riscados ou abaixo do limite mínimo devem ser retificados ou substituídos.
Como evitar que a pastilha vitrifique novamente?
Assentamento correto após instalar pastilhas novas
Frenagens leves e progressivas nos primeiros 300 a 500 km.
Condução suave nos primeiros dias
Evitar freadas fortes até o material se acomodar totalmente ao disco
Escolher peças de qualidade
Pastilhas com formulação confiável resistem melhor ao calor e ao desgaste extremo.
Manutenção períodica
Revisar pinças, aplicar lubrificação adequada nos pinos e verificar discos regularmente.
Conclusão SYL
A pastilha vitrificada é um problema comum, mas facilmente evitável com manutenção correta, peças de qualidade e atenção aos sinais do veículo. Ao identificar os sintomas cedo, é possível corrigir o problema com baixo custo e sem comprometer a segurança.
Entender como o sistema de freio se comporta é essencial, e informação técnica e confiável faz toda a diferença. Por isso, é fundamental sempre buscar conhecimento e seguir boas práticas de manutenção.
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